DA POTÊNCIA AO DÉFICIT: A ESCOLA COMO APARELHO DE PATOLOGIZAÇÃO DA EXISTÊNCIA

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Abstract

O presente artigo examina como a instituição escolar, sob a influência da racionalidade neoliberal, transcendeu sua função educativa para se consolidar como um dispositivo de controle e otimização da vida. Argumenta-se que, imersa na lógica do capital, a escola se alinha a mecanismos que promovem a produtividade e a conformidade, enxergando o corpo e a subjetividade como capital humano a ser aprimorado. A análise histórica dos conceitos de normal e patológico, influenciada por autores como Canguilhem e Foucault, evidencia a construção social de “verdades” sobre a saúde e o comportamento, as quais legitimam a patologização da existência humana. A partir desse arcabouço teórico, o texto demonstra como a escola moderna, por meio de seu aparato disciplinar, passou a gerir a infância, convertendo-a em objeto de intervenção biopolítica. A crítica central se dirige à instrumentalização de saberes como a medicina e a psicologia que, sob o pretexto da inclusão, atuam na normalização de subjetividades que resistem à norma, transformando a diversidade em déficit a ser corrigido. Conclui-se que, ao invés de atuar como espaço de emancipação, a escola opera como uma ferramenta de ajuste social que prioriza a funcionalidade e a produtividade em detrimento da singularidade e da potência da vida.

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