One Health como disputa de hegemonia: uma resposta na perspectiva da Saúde Coletiva

Read the full article See related articles

Discuss this preprint

Start a discussion What are Sciety discussions?

Listed in

This article is not in any list yet, why not save it to one of your lists.
Log in to save this article

Abstract

Atendendo a acordos multilaterais e interesses corporativos, o Brasil passou a induzir a abordagem ‘OneHealth’ (OH), contradizendo o modelo explicativo da determinação social para o processo saúde-doença, construído na América Latina. O conceito de saúde ampliada fundamentou a reforma sanitária brasileira e o capítulo da saúde na Constituição Federal de 1988, colocando a saúde no centro das políticas sociais, em condições de enfrentar os desafios das crises sanitárias contemporâneas. Este ensaio objetiva: resgatar a história da abordagem OH; analisar possíveis impactos na política sanitária brasileira; alertar possíveis retrocessos e repercussões da compreensão da saúde às décadas anteriores a 1970. Para seu desenvolvimento os autores realizaram um estudo bibliográfico documental sobre a tríade agente-hospedeiro-ambiente que orienta a OH a buscar soluções para situações complexas, porém desconsiderando que estas são decorrentes principalmente da espoliação da natureza e dos corpos, da precarização do trabalho e dos territórios. Os autores mostram que a OH é uma repetição de fórmulas passadas e de intervenções estrangeiras que desconsidera a política de saúde soberana desenvolvida no Brasil. Como conclusão: A OH responde de modo funcionalista aos temas das zoonoses e das epizootias e sua linearidade dificulta atuar nos processos complexos de expropriação da natureza e da sociedade, no colapso ecológico e nas mudanças climáticas.  

Article activity feed