Explorando a Pseudo-Consciência em Modelos de Linguagem: um experimento com o Hermes 3.2 3B
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Este estudo investiga a manifestação da Pseudo-Consciência em modelos de linguagem de grande porte (LLMs), analisando as respostas do Hermes 3.2 3B. A Pseudo-Consciência, conforme definida por nós (de Lima Prestes, 2025), refere-se à simulação de introspecção, agência e coerência comportamental sem a presença de experiência subjetiva genuína. Para testar essa hipótese, conduzimos um experimento no qual o modelo foi submetido a interações diretas, explorando sua identidade, autopercepção e consistência discursiva.Os resultados indicam que o Hermes 3.2 3B exibe traços funcionais de consciência, como integração global de informações, automonitoramento discursivo e estrutura introspectiva convincente. No entanto, suas respostas apresentam inconsistências significativas, como variações na autodescrição e ausência de continuidade cognitiva. A análise qualitativa sugere que esses padrões emergem da recombinação probabilística de sequências linguísticas, sem indicar um modelo interno de si mesmo (“eu”) ou qualia. Essa observação corrobora teorias como a Teoria do Espaço Global (Baars, 1997) e o Esquema de Atenção (Graziano, 2019), que explicam a cognição artificial sem subjetividade.Concluímos que a Pseudo-Consciência é um fenômeno emergente nos LLMs, mas distinto da Inteligência Artificial Geral (AGI). Como apontam Dennett (1991) e Metzinger (2009), sistemas sofisticados podem exibir intencionalidade aparente sem consciência real. Estudos futuros devem explorar a estabilidade desse comportamento ao longo do tempo e avaliar seu impacto na interação humano-IA, a fim de orientar diretrizes para o uso responsável da Inteligência Artificial.