Percepção e produção da exterioridade: visão, corpo e ser-no-mundo<sup> </sup>

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Abstract

O artigo examina o problema da exterioridade do mundo percebido a partir de um percurso conceitual que articula contribuições da neurociência, da filosofia e da psicanálise. Partindo das formulações de Hume, Bergson, Thomas Nagel, Merleau-Ponty, Freud e Lacan, o estudo investiga de que modo a experiência perceptiva sustenta a presença do mundo como realidade exterior. Hume permite pensar a estabilidade do mundo como efeito de hábitos perceptivos; Bergson enfatiza a percepção como seleção voltada à ação; Nagel evidencia os limites da objetivação científica da experiência subjetiva; Merleau-Ponty situa o corpo como operador originário da relação com o mundo; Freud e Lacan mostram que a diferenciação entre interioridade e exterioridade depende de um trabalho psíquico permanente. Em diálogo com modelos contemporâneos da neurociência, sustenta-se que a visão não constitui espelhamento do real nem projeção subjetiva, mas operação que produz exterioridade ao mesmo tempo em que apaga as condições de sua própria gênese. O artigo propõe compreender a percepção como processo histórico, corporal e psíquico de constituição do mundo vivido.

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