Corpo, tempo, espaço, trabalho: análise dos sentidos da comida para trabalhadoras de uma indústria de pescados
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RESUMO: A indústria de pescados Nauterra, Itajaí, SC, constituiu um grupo de orientação profissional intitulado Viva+Leve para trabalhadoras com sobrepeso e obesidade, partindo do suposto que a estratégia pode contribuir para a contração de casos de absenteísmo e acidentes de trabalho. O artigo discute os sentidos da comida inscritos no corpo-território de um coletivo de trabalhadoras integrantes do projeto. Os instrumentos de coleta foram oficina e entrevista. A análise foi conduzida por referenciais da sociologia do trabalho e da filosofia política, em perspectiva histórico-dialética. Do processo emergiram unidades representativas de sentidos que confluem para um corpo-território oprimido pela sociedade do conhecimento do projeto neoliberal. Consideramos que a supremacia do discurso competente e a aplicação da racionalidade finalística, em detrimento do saber popular e da racionalidade orientada por valores gera um mecanismo de regulação do comportamento alimentar, em vez de alargar o horizonte concreto de superação da condição de sobrepeso e obesidade. A materialização de saúde como direito requer persistência da Saúde do Trabalhador em constituir-se efetivamente como campo de práxis.