A Lei de Goodhart na Engenharia de Software: limites das métricas tradicionais e alternativas para medição de projetos complexos

Read the full article See related articles

Discuss this preprint

Start a discussion What are Sciety discussions?

Listed in

This article is not in any list yet, why not save it to one of your lists.
Log in to save this article

Abstract

A adoção de métricas em projetos de software é uma prática amplamente difundida. Contudo, a distorção comportamental pode surgir para que a métrica seja cumprida, conforme descrito pela Lei de Goodhart: “quando uma medida se torna uma meta, ela deixa de ser uma boa medida”. Este artigo discute como a Lei de Goodhart influencia metodologias de gestão como Scrum, Kanban e modelos ágeis em geral, especialmente quando métricas de processo são tratadas como indicadores de desempenho. É feita uma crítica o uso de métricas do Scrum como velocity, estimativas em pontos, burndown charts e outras métricas que se tornam obsoletas em projetos complexos e incertos. É analisado o mecanismos de distorção, com exemplos do mundo real e falhas estruturais em frameworks populares. São propostas abordagens alternativas baseadas em métricas probabilísticas, outcomes, experimentação contínua, observabilidade de processo e governança flexível, mitigando as armadilhas clássicas da Lei de Goodhart. O objetivo é oferecer uma reflexão crítica e propor caminhos práticos para organizações que desejam evoluir seus modelos de medição sem sacrificar qualidade, inovação e valor entregue.

Article activity feed