Emoções em acordes: um estudo psicogerador sobre regulação emocional, memória e construção da subjetividade
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A música acompanha o desenvolvimento humano desde antes da linguagem e permanece como um dos mais potentes mediadores emocionais ao longo da vida. Este artigo investiga de que maneira a música atua como ferramenta de regulação emocional, integrando contribuições da neurociência, da psicologia e dos estudos da memória afetiva. Adota-se uma abordagem quali-quantitativa, com base em um questionário aplicado a 111 participantes de diferentes faixas etárias. Os dados indicam que a música é utilizada tanto como forma de validação emocional quanto como mecanismo de fuga, reorganização interna e ressignificação de experiências. O estudo discute como melodias acionam processos psicofisiológicos e simbólicos, ativando redes cerebrais relacionadas à emoção, memória e recompensa. Também se explora o papel da música na constituição da identidade e na elaboração de vínculos afetivos, com uma análise aprofundada dos mecanismos do Modelo BRECVEMA. Conclui-se que a música é um recurso universal de cuidado de si, capaz de acolher, organizar e transformar estados emocionais, sustentando subjetividades ao longo do ciclo vital e potencializando intervenções na prática clínica.