Repensando a Saúde Mental da Enfermagem: do Invisível ao Estrutural
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A enfermagem brasileira constitui o maior contingente da força de trabalho em saúde, mas sua saúde mental permanece invisibilizada. O adoecimento psíquico é frequentemente naturalizado como fragilidade individual, quando na realidade decorre de fatores estruturais: jornadas extensas, múltiplos vínculos, privação de sono, subdimensionamento das equipes e exposição contínua ao sofrimento humano. Este ensaio teórico-propositivo apresenta uma metodologia original a Arquitetura do Cuidado, composta pelos pilares Lex Justa, Hospitium Mentis e Solidaritas Clinica como resposta institucional ao sofrimento ocupacional. A análise destaca a síndrome de burnout e a depressão como expressões centrais do adoecimento, discute implicações éticas e sanitárias e propõe diretrizes práticas para prevenção e sustentabilidade do SUS.