Teoria Cardiodeletéria das Doenças Cardiovasculares (TEOCARDI – DCVs) como proposta teórica para a compreensão e aplicação na saúde coletiva

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Introdução: As doenças cardiovasculares (DCVs) se mantém como a principal causa de morbimortalidade global, apesar dos avanços preventivos, diagnósticos e terapêuticos. Os modelos explicativos predominantes, centrados em fatores de risco individuais e em eventos clínicos manifestos, mostram-se insuficientes para compreender o caráter cumulativo, silencioso e socialmente determinado do adoecimento cardiovascular. Objetivo: Propor a Teoria Cardiodeletéria das Doenças Cardiovasculares (TEOCARDI – DCVs) como um referencial teórico complementar para a compreensão ampliada das DCVs no campo da Saúde Coletiva. Método: Trata-se de um ensaio teórico de natureza conceitual e analítica, fundamentado na articulação entre a epidemiologia crítica e social, a lógica do risco populacional, o pensamento complexo e evidências consolidadas da epidemiologia cardiovascular, nessa fase inicial de elaboração teórica, ainda sem coleta de dados empíricos. Contribuições teóricas: A TEOCARDI – DCVs compreende as DCVs como expressão final de um processo cardiodeletério cumulativo, progressivo e socialmente produzido ao longo do curso de vida, integrando os conceitos de risco populacional, vulnerabilidade social, dano subclínico e prevenção precoce. A teoria não se propõe a substituir modelos clínicos de estratificação de risco ou diretrizes baseadas em evidências, mas a ampliá-los, oferecendo uma leitura estruturante das trajetórias de risco cardiovascular. Conclusão: Ao enfatizar a centralidade do dano subclínico e das exposições cumulativas socialmente desiguais, a TEOCARDI – DCVs contribui para o fortalecimento de estratégias preventivas populacionais, intersetoriais e orientadas pela equidade, ampliando o debate sobre políticas públicas, organização do cuidado e redução das desigualdades em saúde cardiovascular no âmbito da Saúde Coletiva.

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