Estratégias de Mitigação de Impactos Ambientais de Fluidos de Corte na Usinagem
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A utilização de fluidos de corte nos processos de usinagem é amplamente difundida devido aos benefícios relacionados à redução do atrito, ao controle da temperatura e ao aumento da vida útil das ferramentas. No entanto, o uso convencional desses fluidos está associado a impactos ambientais significativos, riscos à saúde ocupacional e elevados custos de tratamento e descarte. Neste contexto, o presente trabalho apresenta uma revisão bibliográfica narrativa sobre as principais estratégias adotadas para minimizar os impactos ambientais decorrentes da utilização de fluidos de corte. A metodologia baseou-se na análise crítica de artigos científicos, livros técnicos e normas pertinentes, abordando alternativas como o uso de fluidos biodegradáveis, a usinagem a seco e a técnica de Mínima Quantidade de Lubrificação (MQL). Os estudos analisados indicam que os fluidos biodegradáveis, especialmente à base de óleos vegetais, apresentam elevada biodegradabilidade e desempenho lubrificante adequado, enquanto a técnica MQL é reportada na literatura como capaz de promover ganhos na vida útil das ferramentas e reduzir significativamente o consumo de fluido. A usinagem a seco, por sua vez, destaca-se pela eliminação total de fluidos, embora possa apresentar limitações térmicas dependendo da operação. Conclui-se, com base na literatura revisada, que as estratégias analisadas contribuem para a sustentabilidade dos processos de usinagem, sendo a MQL e os fluidos biodegradáveis apontadas como alternativas promissoras, ao passo que novas pesquisas experimentais e análises de ciclo de vida são recomendadas.