RESILIÊNCIA DO PARAGUAI NA ELIMINAÇÃO DA MALÁRIA: 24 ANOS DE INDICADORES
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Este estudo objetivou analisar a evolução dos indicadores epidemiológicos da malária no Paraguai (2000-2024), focando na eliminação da transmissão autóctone e no monitoramento de casos importados. A metodologia empregou um estudo observacional, descritivo, retrospectivo, ecológico e longitudinal, utilizando dados secundários da literatura e registros oficiais do SENEPA. Foram analisados indicadores malariométricos como incidência parasitária anual (IPA), casos autóctones e importados, e exames de sangue. Os resultados revelaram uma transição epidemiológica em três fases: redução drástica de casos autóctones (2000-2011), culminando no último registro em 2011; e consolidação (2012-2024) sem transmissão local, mas com casos importados. O sucesso foi atribuído ao controle vetorial, vigilância ativa e sustentação financeira. O aumento inicial de casos importados foi interpretado como sinal de vigilância eficaz. Contudo, a queda do Índice Anual de Exames de Sangue (% IEA) levanta o dilema entre eficiência e sensibilidade da vigilância pós-eliminação, sendo a busca ativa de casos assintomáticos crucial para validação. Em conclusão, a experiência paraguaia demonstra que a eliminação da malária é possível através de compromisso político, financiamento contínuo, vigilância adaptativa e estratégias integradas, servindo como modelo replicável para outras regiões. A manutenção do status de país livre de malária dependerá da vigilância contínua de casos importados e da capacidade de resposta rápida a qualquer reintrodução.