Masculinidade hegemônica, educação e trabalho: uma análise interseccional sobre concepções de estudantes do Ensino Médio
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Este artigo tem por objetivo analisar, a partir da interseccionalidade (Collins, 2020), o entrelaçamento de concepções de masculinidade hegemônica com expectativas de produtividade e sucesso econômico em interações com estudantes do Ensino Médio, em uma escola pública da região Sul de Santa Catarina. Empregou-se o método da pesquisa-ação (Baldissera, 2001) para a coleta de dados, que ocorreu durante aulas de língua portuguesa que versavam sobre gênero e sexualidade em uma trilha de aprofundamento no Ensino Médio. As discussões em sala de aula revelaram que a masculinidade hegemônica beneficia uma elite masculina branca e cis-heteronormativa, perpetuando estereótipos que conectam as masculinidades à responsabilidade do trabalho. Além disso, os estudantes expressam concepções críticas sobre masculinidades, contestando os estereótipos e explorando novas formas de existência masculina. Por fim, a escola é vista como um espaço capaz de incentivar diálogos sobre gênero e sexualidade de maneira reflexiva para desconstruir estruturas de poder e promover uma educação mais equânime e democrática.