Impactos, limites e potencialidades da iniciação científica na educação básica: revisão sistemática da literatura
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Este estudo teve como objetivo analisar os impactos da Iniciação Científica (IC) na Educação Básica, por meio de uma Revisão Sistemática da Literatura (RSL) de abordagem qualitativa, com síntese interpretativa dos dados. A pesquisa buscou responder à seguinte questão: quais são os impactos da Iniciação Científica em alunos do Ensino Fundamental – anos finais – e do Ensino Médio? Para isso, foram selecionadas teses e dissertações publicadas entre 2019 e 2024, disponíveis no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Após a aplicação de critérios de inclusão e exclusão e validação metodológica por pares, compôs-se um corpus final de 12 estudos, analisados integralmente. Os resultados indicam que a IC contribui para o desenvolvimento da autonomia, da argumentação crítica, da alfabetização científica e de habilidades investigativas, favorecendo a ressignificação de práticas pedagógicas e a constituição dos estudantes como sujeitos ativos no processo de aprendizagem. A síntese dos achados permitiu a organização de eixos temáticos que revelam tanto convergências quanto desafios, como a necessidade de formação continuada de professores, de melhores condições estruturais e de políticas públicas que democratizem o acesso à IC. Foi possível ainda apontar um gap de pesquisa para a evolução do conceito, ao colocar a IC como ferramenta de permanência escolar. Conclui-se que a Iniciação Científica configura-se como uma prática pedagógica potente e transformadora, ainda que demande maior investimento institucional e aprofundamento teórico-metodológico para sua consolidação na Educação Básica.