Pedagogias do envelhecimento: emergência discursiva, governamentalidade e disputas no Brasil contemporâneo

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Abstract

Neste artigo, examinamos como o envelhecimento se estabelece como um campo discursivo no Brasil contemporâneo, por meio de práticas e enunciados que determinam formas de viver, aparecer e ser identificado(a) como velho(a). Ancorados em uma perspectiva pós-crítica e combinando a analítica foucaultiana do discurso com as contribuições de Silva e Bortolazzo sobre pedagogias culturais, analisamos a primeira Prova Nacional Docente, a proposta de redação do ENEM 2025, a narrativa pública de Alexandre Kalache e as Paradas do Orgulho LGBTQIA+ em São Paulo e Florianópolis como pedagogias culturais que geram sensibilidades públicas, orientam comportamentos e disputam formas de significar o envelhecimento. Argumentamos que as provas ativam repertórios que se alinham ao conceito de “envelhecimento ativo”, muitas vezes moralizando comportamentos e despolitizando as desigualdades raciais, de classe, sexuais e territoriais. Por outro lado, entendemos as velhices dissidentes apresentadas nas Paradas como contracondutas que criam novas temporalidades e modos de existência, desafiando e expandindo os limites do que é considerado uma velhice legítima. Sustentamos que as velhices brasileiras são resultados de regimes de verdade e relações de poder, em vez de serem apenas consequências demográficas. Desse modo, defendemos que sua emergência discursiva representa um campo de análise urgente para a Educação.

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