Avaliação do nível de conhecimento de mulheres sobre ciclo menstrual e métodos anticonceptivos hormonais orais
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Introdução: A menarca marca o início da função reprodutiva feminina e está associada a mudanças hormonais, corporais e psicossociais que demandam informações adequadas sobre o ciclo menstrual e a contracepção. Entre os métodos disponíveis, os anticoncepcionais hormonais orais figuram entre os mais utilizados no Brasil, embora persistam lacunas de conhecimento quanto ao seu uso e efeitos adversos. Objetivo: Avaliar o nível de conhecimento de mulheres jovens sobre o ciclo menstrual, a menstruação e o uso de anticoncepcionais hormonais orais. Métodos: Estudo observacional, descritivo e transversal, realizado entre julho de 2021 e dezembro de 2023, com 113 mulheres de 18 a 30 anos, recrutadas por conveniência por meio de mídias sociais. A coleta de dados ocorreu por questionário eletrônico estruturado, abordando aspectos sociodemográficos, menstruais e relacionados ao uso de anticoncepcionais hormonais orais. Os dados foram analisados no Microsoft Excel® e no software Jamovi®, sendo utilizadas estatísticas descritivas e testes inferenciais não paramétricos. Resultados: A média de idade das participantes foi de 22,63 ± 3,01 anos. A idade média da menarca foi de 12,34 ± 1,35 anos, com predominância entre 11 e 13 anos. A maioria relatou vida sexual ativa (89,3%) e uso de anticoncepcionais hormonais orais (77,7%), principalmente para prevenção da gravidez. Embora a maior parte das usuárias tenha recebido orientação médica, apenas 60,7% relataram conhecimento adequado sobre os efeitos adversos, e 50,9% referiram efeitos colaterais. Conclusão: Os resultados evidenciam elevada prevalência do uso de anticoncepcionais hormonais orais associada a lacunas no conhecimento sobre seus efeitos. Reforça-se a necessidade de estratégias educativas em saúde sexual e reprodutiva, integradas às ações do Sistema Único de Saúde e a iniciativas de extensão universitária, visando à promoção da autonomia reprodutiva feminina.