Análises da qualidade parasitológica de alfaces comercializadas em feiras livres da cidade de São Luís, Maranhão; 2025
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Objetivo: O trabalho teve como objetivo avaliar o perfil parasitológico de alfaces comercializadas nas feiras da cidade de São Luís, do Maranhão, entre dezembro de 2024 a maio de 2025. Métodos: Uma alface foi coletada de cada banca das feiras dos bairros selecionados. Essas amostras foram encaminhadas para análises ao Laboratório de Parasitologia Humana da Universidade Estadual do Maranhão. Após a lavagem com água destilada e sabão Triton X 100, as hortaliças foram levadas à centrífuga a 3500 rotação por minuto por aproximadamente cinco minutos. Após isso, o sobrenadante foi descartado e o sedimento foi retirado com o auxílio de uma pipeta de Pasteur e armazenado em tubos Falcon até o momento das análises ao microscópio. Resultados: Obteve-se um total de 44 alfaces coletadas nas feiras. As amostras analisadas foram detectadas com 70,4% (31/44) para alguma forma parasitária, sendo Ancylostoma spp. (12/44) e Hymenolepis spp. (12/44) os helmintos mais frequentes. Além disso, outros organismos foram detectados como o Strongyloides spp. (1/44), Enterobius vermicularis (3/44), Habronema spp. (1/44), Toxocara canis (1/44) e Taenia spp. (3/44). Também encontrou-se o protozoário Eimeria spp, além de outras contaminações biológicas como insetos, ácaros e ovos de parasitos não identificados. Conclusão: A ingestão de hortaliças contaminadas representa um risco a saúde dos consumidores, devido à possibilidade de transmissão de agentes infecciosos e parasitos. Portanto, as implementações de práticas higiênico-sanitárias são eficazes para minimizar a presença desses patógenos. As feiras avaliadas neste estudo necessitam implementar e/ou aprimorar essas práticas para garantir a segurança alimentar dos consumidores.