Multidimensionalidade da vulnerabilidade em pessoas idosas: síntese crítica das evidências brasileiras a partir de uma revisão de escopo
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A vulnerabilidade em pessoas idosas firmou-se como um tema central na geriatria brasileira, especialmente frente ao aumento do interesse por instrumentos que permitem identificar precocemente riscos clínicos, funcionais e sociais. Esta revisão tem como objetivo identificar e analisar os fatores associados à vulnerabilidade em pessoas idosas no Brasil. Trata-se de uma revisão de escopo, conduzida segundo as recomendações do Joanna Briggs Institute e as diretrizes do PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases PubMed, Scopus, Web of Science, SciELO e LILACS, além de literatura cinzenta, incluindo estudos publicados entre 2020 e 2025. Foram identificados 9 estudos que compuseram a amostra final, com predomínio de delineamento transversal e amostras variando entre 31 e 653 participantes. Os instrumentos mais utilizados foram o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional, a Escala de Fragilidade de Edmonton e o Vulnerable Elders Survey. A prevalência de vulnerabilidade ou fragilidade variou de 19,5% a 74,3%. Os fatores mais frequentemente associados incluíram idade igual ou superior a 80 anos, polifarmácia, comorbidades, quedas, internações recentes, dependência funcional, comprometimento cognitivo, sintomas depressivos, autopercepção negativa de saúde, baixa escolaridade, menor renda, alterações nutricionais e limitações de saúde bucal. A vulnerabilidade em pessoas idosas no Brasil apresenta caráter multifatorial e multidimensional, sendo influenciada por condições clínicas, funcionais, psicológicas e socioeconômicas.