Por uma Revisão Crítica do Uso de Inteligência Artificial na Educação
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Este artigo reflete criticamente sobre as implicações da introdução dos Large Language Models ou Grandes Modelos Linguísticos, popularmente chamados de Inteligência Artificial, no contexto do ensino. O ensaio se inicia com uma discussão sobre como estes modelos são criados. Parte-se de uma definição do papel dos dados, refletindo sobre o mito de sua objetividade e como sua seleção e organização podem criar assunções ideológicas e subjetivas. O papel do humano no processo de treinamento também é discutido para desmitificar a perspectiva de que estes modelos sejam inteligências superiores e autônomas, pois, na verdade, elas partem de modelos estatísticos de treinamento. Discute-se, então, o papel dos diferentes modelos de Inteligência Artificial em nossa sociedade, com especial ênfase nos conceitos de apagamento tecnológico e singularidade tecnológica, que implicam na assimilação tecnológica no cotidiano em contraponto como maravilhamento momentâneo sem a necessária criticidade. Caminha-se para discutir os LLMs como parte de nosso sistema tecnológico-social, com ênfase em seus assentimentos ideológicos e práticos. O artigo se encerra com algumas reflexões sobre caminhos a serem seguidos se pensarmos no uso dos LLM em situações de ensino.